Guarda-chuva
Cheguei, bem-vindo; e que não fui
àquele destino de praxe que me influi.
Me via completo aos teus beijos, desejo;
me sinto repleto ao teu lado, contigo.
Tua companhia: me faz tão bem.
E mesmo debaixo do teu guarda-chuva;
ela passando, pegando e molhando, às vezes;
me sinto seguro pois gosto de ti.
A chuva uniu nossos jovens espíritos,
e a beleza de tudo ficou em nossos sorrisos,
porque é quando confirmo teu carinho,
e é justamente o caminho que eu preciso.
Admiro teus olhos tímidos e calados;
eles me mostram o sentido do desconhecido;
às vezes com medo cogito: será que quer comigo?
Não sei no que penso, mas penso no que preciso.
Junior Magrafil (10-04-2008)
O amor é vagabundo
O amor é vagabundo!
Volta e meia promete mundos,
e lá depois corre na face
[o desespero.]
É comum, é natural;
sofrer por quem se ama,
a toda hora o peito inflama.
O amor? É vagabundo.
De certo, ri dos moribundos,
e cá penso no que ainda tece.
[Oh! Desespero!]
Triste fim, é bem banal;
tudo vai pra lama;
história juntos – um dia – erma.
O amor é vagabundo?
Seu princípio é bem profundo,
mas como tudo, não enrijece,
[Ó, Desespero.]
Clamo-te! Isso é real?
Mas vida de quem não ama
é vida pobre, vulnerável, uma rama.
Junior Magrafil (10-10-2007)
O amor é vagabundo!
Volta e meia promete mundos,
e lá depois corre na face
[o desespero.]
É comum, é natural;
sofrer por quem se ama,
a toda hora o peito inflama.
O amor? É vagabundo.
De certo, ri dos moribundos,
e cá penso no que ainda tece.
[Oh! Desespero!]
Triste fim, é bem banal;
tudo vai pra lama;
história juntos – um dia – erma.
O amor é vagabundo?
Seu princípio é bem profundo,
mas como tudo, não enrijece,
[Ó, Desespero.]
Clamo-te! Isso é real?
Mas vida de quem não ama
é vida pobre, vulnerável, uma rama.
Junior Magrafil (10-10-2007)
Minha gravidez
Acreditava em feijõezinhos,
plantados em barrigas maternas perfeitas.
Acreditava que cresceriam e seriam paz
– um dia;
Que seriam uma nova humanidade,
um novo prazer comunitário.
Acreditei que fosse possível,
não tão difícil, a metamorfose.
Mas não é.
Cheguei a crer que meu mundo era completo;
pensei que minha infância,
de nariz de palhaço, de colégios privados,
de amor familiar, de proteção,
de tudo que qualquer um quisesse,
fosse verdade absoluta.
Não existe nada absoluto!
Só a afirmação proferida.
Então vi que não fui um feijão,
mas uma fava, lentilha, ou qualquer transgênico.
Minha gravidez foi tez e límpida,
com desejos escamoteados futuros,
tristemente indesejados.
Transgênico que não floresce e não morre
– que pena...
Junior Magrafil (16-03-2008)
Acreditava em feijõezinhos,
plantados em barrigas maternas perfeitas.
Acreditava que cresceriam e seriam paz
– um dia;
Que seriam uma nova humanidade,
um novo prazer comunitário.
Acreditei que fosse possível,
não tão difícil, a metamorfose.
Mas não é.
Cheguei a crer que meu mundo era completo;
pensei que minha infância,
de nariz de palhaço, de colégios privados,
de amor familiar, de proteção,
de tudo que qualquer um quisesse,
fosse verdade absoluta.
Não existe nada absoluto!
Só a afirmação proferida.
Então vi que não fui um feijão,
mas uma fava, lentilha, ou qualquer transgênico.
Minha gravidez foi tez e límpida,
com desejos escamoteados futuros,
tristemente indesejados.
Transgênico que não floresce e não morre
– que pena...
Junior Magrafil (16-03-2008)
Enquanto bebia
Bebo quando o prazer insiste,
debanda os altos da mente,
explora a alma,
supra o que me falta.
O álcool que enche as veias,
ultrapassa a massa cinzenta
e diz coisas;
e ri das minhas coisas.
Copos vindo e secando,
gente com a aura destorcida,
mutilações constantes
e bolhas subindo:
é um vício.
Junior Magrafil (29-02-2008)
Bebo quando o prazer insiste,
debanda os altos da mente,
explora a alma,
supra o que me falta.
O álcool que enche as veias,
ultrapassa a massa cinzenta
e diz coisas;
e ri das minhas coisas.
Copos vindo e secando,
gente com a aura destorcida,
mutilações constantes
e bolhas subindo:
é um vício.
Junior Magrafil (29-02-2008)
Assinar:
Postagens (Atom)
