Outra vez
Eu gosto de tuas mãos cantando as minhas palmas,
gosto das cores da cidade que me demonstra.
Me alegra teu casto sorriso-libido
– a gota de saudade que escorre de teus olhos.
Ontem, dormimos calmos;
dormimos felizes, depois de muito andarmos;
ficamos caídos, mas levantados.
Meu silêncio te deu “bom dia”,
durante um dia que passou ligeiro.
Rasteiras, cruzavam nossas bocas,
todas brancas de pavor e sorte.
Ontem, dormimos ladeados;
dormimos felizes, depois de muito dançarmos;
atravessamos passos, a sós – calados.
Me dê mais um “bom dia”,
dê-me causas, circunstâncias, corolários...
Quero ter-te e ser-te teu novamente,
quase sempre – outra vez.
Caxias,
Junior Magrafil.
*Nosso amor é eclipse
Nosso amor é eclipse
Vem quando não sei
Surge quando não vi;
E quando vejo, já flui...
Corre pelas veredas do nunca,
E este, repõe traços, que,
Aos poucos vive, cresce...
Transcende o nosso reino
Faze-nos príncipe e princesa,
Faze-nos longe e perto,
E beijos e carícias
Azuis e vermelhos,
Nas cores do que nos
Une, nas cores...
Caxias, (sem data)
Junior Magrafil.
*Essa foi feita em homenagem a dois amigos meus. Ele indeciso e ela ainda mais, porém foi tudo intenso....rs'
Os pássaros da meia noite
Os tempos mudam, as eras passam,
e mais uma história vem pra ser contada.
É assim a toda hora, a cada instante;
ao mínimo segundo de uma ultrapassagem.
Não mais que o ontem, que um dia já foi,
nem menos que o porvir – quem sabe venha.
Instante incerto que, por hora, se exalta;
momento único que a mente exala.
De abraços em abraços, beijos em beijos,
esse período que inspira a todos nós.
Espalha! Alastra todo o sentimento nobre,
revoga os tempos de angústia e mágoa,
degrada as reles e falsas emoções.
Não há falsos encantos numa virada de ano,
pois é uma nova esperança de dias gratos:
o branco da paz que todos tomam pra si,
como um oráculo, como uma imagem,
um eco que ressoa no fundo e belo da alma.
Somos transeuntes em busca do equilíbrio da meia-noite;
na passagem, de mãos dadas, andando pra longe.
Somos pássaros libertos à luz do luar,
alimentados pela luz que está chegando.
Paz e bem, desejando a cada um, a cada ser, a cada alma,
e que o riso não se cale, e que o Amor deixe um gérmen.
Caxias, 20-12-2007.
Junior Magrafil.
Os tempos mudam, as eras passam,
e mais uma história vem pra ser contada.
É assim a toda hora, a cada instante;
ao mínimo segundo de uma ultrapassagem.
Não mais que o ontem, que um dia já foi,
nem menos que o porvir – quem sabe venha.
Instante incerto que, por hora, se exalta;
momento único que a mente exala.
De abraços em abraços, beijos em beijos,
esse período que inspira a todos nós.
Espalha! Alastra todo o sentimento nobre,
revoga os tempos de angústia e mágoa,
degrada as reles e falsas emoções.
Não há falsos encantos numa virada de ano,
pois é uma nova esperança de dias gratos:
o branco da paz que todos tomam pra si,
como um oráculo, como uma imagem,
um eco que ressoa no fundo e belo da alma.
Somos transeuntes em busca do equilíbrio da meia-noite;
na passagem, de mãos dadas, andando pra longe.
Somos pássaros libertos à luz do luar,
alimentados pela luz que está chegando.
Paz e bem, desejando a cada um, a cada ser, a cada alma,
e que o riso não se cale, e que o Amor deixe um gérmen.
Caxias, 20-12-2007.
Junior Magrafil.
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